Uma vez, um alguém muito sábio me contou uma história de um velho morador de rua que era louco. Ele pensava que era o rei, e a rua e o bairro eram o seu reino, e andava com um graveto ordenando tarefas a seus servos imaginários e tendo luxos e poderes imaginários.Os moradores daquele bairro, comovidos com a 'pobre' situação do velhinho, decidiram que deviam tentar lhe curar, mostrando o que era e o que não era real, e assim começaram sua árdua tarefa de deixá-lo são novamente. Logo no início, nada. Ele, relutante em suas alucinações, os insultava e ia para seu imponente castelo, verdadeiramente feito de papelão, sua fortaleza particular.
Após muita insistência, finalmente o velhinho conseguiram seu objetivo. Ele caiu em si, e curou-se de sua loucura. Uma semana depois, aquele senhor se suicidou sobre sua fortaleza destruída pela sanidade.
É para parar e pensar não?
Por que essa ânsia de supostamente curar os loucos? Será que muitas vezes não eram os loucos que deveriam curar os sãos?
Os ditos sãos, nada mais são do que depósitos sociais, onde lhes é depositado a rodo tudo que diz respeito a moral, o certo, o errado e o proibido. E qualquer um que desafie isso, que seja contra aquilo que você acredita, é um tanto assustador... Você é ensinado a negar tudo aquilo que é contra seus princípios, mas até que ponto devemos nos cegar?
Na realidade as pessoas têm medo do que podem descobrir... Têm medo de descobrirem que a vida pode ser mais feliz com um pouco de loucura... E é mesmo! Qual a graça de viver a vida real? Sem sonhar, divagar, brisar mesmo? Se o homem não fosse capaz de ver além do que está a sua frente, jamais estaríamos aqui agora. Transcenda-se! Permita-se! E você verá como será mais feliz se nem tudo for tão real quanto deve ser...